29/05/2015

Tecnologia Empresas de telefonia estão de olho neste novo segmento. A mobilidade avança no segmento de saúde. A UnitCare é uma das empresas dedicadas ao setor. Fundada em 2011 como spin off do grupo Global Care, responde por 25% dos R$ 77 milhões que o grupo deve faturar este ano e oferece serviços de tele orientação em saúde, eletrocardiograma nas nuvens e o aplicativo Compara Remédios, além de telemonitoramento remoto de pacientes crônicos com aparelhos que aferem sinais vitais de pacientes. Captados pela base por bluetooth, os dados são enviados via internet à central e disponibilizados à equipe médica para acesso remoto por computadores, tablets ou smartphones.

O serviço ainda é disponibilizado como piloto para 250 pacientes de três das cinco maiores operadoras do país, com custo mínimo de R$ 200 mensais. A expectativa é lançar no segundo semestre tecnologia para capturar os dados por celular. "O custo deve baixar para 10% do atual", diz o CEO Luiz Tízatto. A AxisMed, comprada pela Telefônica Digital em 2013, atua no mesmo segmento. Fornece o serviço de teleatendimento Axisline, já no portfólio da operadora. "Cerca de 80% das questões são solucionadas sem que o participante procure um pronto socorro", diz o diretor executivo Fábio Abreu.

Operadoras de telefonia estão de olho no segmento. A Telefônica Vivo tem 3 milhões de clientes em vinte serviços dirigidos a consumidores, como Vivo Ligue Saúde e Vivo Ligue Bebê. No segmento B2B, lançou opções como Hospital Digital, para gestão de U e comunicações, e Vivo Gestão de Imagens Médicas, solução em nuvem para laudos e imagens médicas. Com suporte da AxisMed, oferece o Vivo Gestão de Crônicos, para acompanhamento remoto de pacientes por diferentes canais, em residência ou através de mobilidade.

Claro e Oi entraram no segmento em 2014. A primeira comportai de informações e o Alô Saúde, atendimento humano por portal de voz para orientações em parceria com a Med Aliance, com 500 mil cadastrados. "Custa R$ 5,99 mensais e fornece informativos por SMS e descontos em farmácias", diz o diretor Alexandre Olivares. Em breve será lançado um serviço de monitoramento remoto de crônicos como assinatura.

A Oi apresentou a solução Nuvem de Laudos para armazenar e disponibilizar imagens e laudos de exames radiológicos e lança em maio uma solução de gestão de saúde que atenda unidades hospitalares e agentes em campo, adianta o diretor de n Roni Wajnberg. A Ericsson investiu R$ 1 milhão nos últimos dois anos em projeto para melhorar a base de dados de seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Zona Oeste da capital paulista, equipando agentes com smartphones conectados ao Sistema Único de Saúde para registro dos perfis médicos de cada casa visitada. "O prazo de cadastramento foi reduzido de 60 dias para alguns minutos", comemora o diretor de inovação Edvaldo Santos.

O segmento atrai o ecossistema de inovação. A Wyless, especialista em M2M, passou a apoiar a startup Comtato, que fornece suporte a tratamento de dia béticos com telefonia móvel, central de atendimento e estrutura de emergência. As startups MedCloud é uma plataforma em nuvem para compartilhamento e gestão de exames, imagens e laboratórios médicos e odontológicos, acessível por dispositivos móveis. Fundada há dois anos, está presente em dez Estados e quatro países, tem 45 empresas de saúde clientes, está sendo acelerada na Artemísia e na americana Startup Health e tem apoio da Hot-Milk, da PUC-PR.

Marisangela Brittes, uma das sócias da novata, também é sócia da Maisha, plataforma que utiliza SMS para troca de mensagens com pacientes crônicos. Com potencial para universalizar o serviço e criar um banco de dados de pacientes saudáveis, foi selecionada como finalista do Social Good Brasil Lab 2014 e está sendo apoiada pela Mirach Ventures.

Fonte: Martha Funke - Valor Econômico